Estranhofone, para espicaçar o visível e o audível, para incitar a visão e a escuta sensivel do banal, do inútil, da aparição comum, para activar a sonda da utopia e, porventura, estremecer os limites da deliberação do real. Resulta do desafio de redimensionar lugares, conferindo-lhes uma envolvência cénica e sonora, pela intervenção e operação de objectos criados para comportar estas duas dimensões.

Estranhofones, construídos a partir de material vulgar, por um processo de reciclagem e reconversão, que valoriza a fonética depreciável ou perdida do material, sua natureza, memória e nudez. Ocorre por exploração plástica, pela inclusão de materiais, estritamente para a corporização do objecto visual e sonoro, com minúcia e particularidade, sem cosmética, com narrativa na construção e uma constante consideração do comportamento ficcional. Uma quimera, um amoldar heterogéneo para se revelar numa figura homogénea.

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